Olá Homo Sapiens 🧠
No artigo de hoje eu gostaria de estar compartilhando um dos meus filmes preferidos: Revólver.
O filme já é foda porque tem o Jason Statham. Adoro Jason Statham. E fica mais foda ainda por ser um filme de ação que trata sobre um dos mecanismos psicológicos mais desafiadores da mente humana: o Ego.
Filme de ação + tema sobre mecanismo do Ego = Laryssa feliz.
Algo que vocês vão bem ver por aqui, é que eu sou uma pessoinha bastante fascinada pelos mecanismos psicológicos da mente humana, e um desses macanismos que gosto muito de ler e refletir é sobre o Ego.
E esse filme faz isso de uma forma brilhante.
Sobre o filme
Na superfície, parece um filme sobre máfia, golpes e vingança. Mas, no fundo, o tema central é o ego humano.
O protagonista, Jake Green (Jason Statham), sai da prisão depois de anos em confinamento solitário. Lá dentro, ele aprende uma espécie de “fórmula” psicológica que permite vencer qualquer jogo, manipulação ou conflito. Quando sai, ele decide se vingar de um chefão do crime chamado Dorothy Macha.
Só que o filme vai ficando cada vez mais profundo e filosófico. Aos poucos, você vai percebendo que a verdadeira batalha não é contra mafiosos, mas contra o próprio ego, medo, orgulho e necessidade de controle do protagonista.

O verdadeiro vilão
O “inimigo” do filme acaba sendo quase uma entidade psicológica interna. A ideia principal pode ser resumida mais ou menos assim:
"O maior golpe que existe é o ego convencer você de que ele é você."
Porque não somos o nosso ego, mas acreditamos que somos eles. (Esse é um assunto que irei explorar melhor em outros artigos).
Uma das partes que eu mais gosto do filme, é a cena do elevador, quando o Jake tem que enfrentar o medo de usar o elevador por não suportar lugares fechados.
E também os depoimentos com vários profissionais de psicologia ao final do filme, onde cada um fala sobre as "armadilhas do ego". A fala que mais me marcou muito foi:
"Na religião o ego se manifesta como demônio. E claro, ninguém percebe o quanto o ego é esperto, pois ele criou o demônio para que você culpe o outro".
Irei deixar aqui um vídeo com algumas cenas do filme que demostra muito bem essa dinâmica do ego.
Conclusão
O filme mostra que a verdadeira prisão do protagonista nunca foi a cela, nem os mafiosos ao redor dele. Era o próprio ego.
O filme constrói a ideia de que medo, orgulho, necessidade de vencer, desejo de reconhecimento e impulsos de vingança criam uma identidade falsa que passa a controlar a pessoa. O protagonista acredita estar lutando contra inimigos externos, mas o confronto final é interno: ele precisa parar de obedecer à voz psicológica que manipula suas emoções. O grande ato de coragem do personagem não é matar alguém ou vencer um jogo, mas abandonar o jogo do ego. A mensagem final do filme é:
Quanto mais alguém precisa provar poder, controlar tudo ou vencer constantemente, mais escravo dessa necessidade ela se torna.
E a liberdade começa quando a pessoa percebe que nem toda provocação precisa de resposta, nem todo conflito precisa ser vencido e nem toda voz dentro da mente representa quem ela realmente é.
Se você chegou até aqui, espero que tenha gostado do artigo e que tenha despertado o interesse de assistir ao filme.
Obrigada pela atenção e até breve ☺️.
Laryssa Ramos
